Neste terceiro número de Memorias Disidentes reafirmamos a importância deste projeto de rede editorial universitária e transnacional, desenvolvido com muito esforço e contra a corrente de espíritos instáveis e tempos precários em que vivemos. O número apresenta uma seção acadêmica com artigos de abrangência temática variada que vai desde estudos críticos sobre o arquivo, as memórias coletivas de corpos políticos dissidentes, reflexões sobre as políticas de conservação de imagens e monumentos de culto intervencionados por movimentos sociais, até releituras de discursos de poder. sobre etnias indígenas e escritos de guerra em textos clássicos revisitados a partir de perspectivas críticas que tentam localizar as obras de alteridade para tornar as narrativas mais complexas. A seção Instituindo Linguagens ̶ nossa insígnia distintiva neste projeto dissidente ̶ oferece quatro colaborações individuais e coletivas que expressam em outras chaves (através das imagens da fotografia, dança, poesia e pesquisa ativista) a criatividade coletiva e comunitária para explorar temas subjacentes como como: incêndios florestais intencionais, o renascimento de colonialismos racistas em territórios indígenas e sua reflexão poética a partir de uma perspectiva mapuche, o avanço neoextrativista da mineração em larga escala em territórios indígenas na Argentina e a criação coletiva de arquivos dissidentes para o LGBTQIAPN+ brasileiro movimento. Por fim, esta edição se completa com a Seção de Resenhas, onde compartilhamos quatro resenhas de títulos valiosos que contribuem fortemente para os temas centrais de interesse desta revista.
Publicado: 2025-01-30