1. Critérios gerais

 

  • Chamada permanente para artigos acadêmicos, resenhas e produções artísticas/criativas (com exceção de chamadas para participação em dossiês com coordenação, temáticas e prazos específicos).
  • Os manuscritos submetidos devem ser originais e não propostos simultaneamente para publicação em outra revista.
  • As contribuições da Seção Acadêmica recebem, primeiramente, avaliação interna pelo Conselho Editorial da revista. Aprovada essa etapa, eles são encaminhados para avaliação externa segundo o mecanismo duplo-cego. Os manuscritos da Seção de Resenhas são avaliados exclusivamente pelo Conselho Editorial.
  • A etapa de avaliação interna poderá ter duração de até um (1) mês e a avaliação externa de até três (3) meses, conforme disponibilidade dos avaliadores.
  • Os critérios sob os quais um artigo é publicado são sua afinidade e sua relevância com a linha editorial da revista (ver Sobre a Revista).
  • Cumprimento das normas editoriais previstas para submissão de originais (ver Diretrizes para Autorxs).
  • Avaliação positiva do texto por pelo menos dois (2) avaliadores.
  • Modificação de texto com base nos comentários feitos pelos avaliadores.
  • Quaisquer divergências com os pareceres emitidos pelos avaliadores devem ser encaminhadas ao Conselho Editorial do periódico. Ele decide sobre o assunto e suas decisões são finais.
  • A decisão final de aceitar ou rejeitar um texto é reservada aos/às editorxs responsáveis ​​e ao Conselho Editorial, que baseiam sua decisão nos pareceres externos correspondentes.
  • Não serão aceitos textos que se refiram a grupos pertencentes a povos indígenas (famílias, comunidades, organizações) que não reconheçam a autoria indígena nem apresentem evidências de um processo participativo e/ou de consulta; embora isso possa reduzir a quantidade de publicações sobre grupos indígenas, permitirá aumentar a qualidade das pesquisas realizadas com povos indígenas, bem como a relevância teórica, metodológica e epistemológica dessas contribuições.

(Conteúdo adaptado de https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/ajr.12834, Revista Australiana de Saúde Rural).

  • A revista segue o Código de Conduta e Boas Práticas estabelecido pelo Comitê de Ética em Publicações (COPE); preparações destinadas ao Conselho Editorial, autores e revisores. Ver Código de Conduta e Diretrizes de Melhores Práticas para Editores de Revistas e Código de Conduta para Editores de Revistas

 

  1. Promoção de uma linguagem inclusiva e não sexista (LINS)

 

O uso da linguagem reflete mudanças políticas, culturais e sociais nas sociedades contemporâneas. Em particular, a persistência do sexismo linguístico reforça um conjunto de estereótipos, preconceitos e hierarquias de gênero, perpetuando a invisibilidade das mulheres, da diversidade sexo-gênero e das identidades não binárias em múltiplas áreas da vida social. Nesse sentido, um aspecto fundamental é promover a conscientização de que, na língua espanhola, o uso do masculino como categoria gramatical “universal” remete a um sistema patriarcal que está sendo profundamente revisto por inúmeros espaços feministas e transfeministas (acadêmicos e militantes).

Com base nisso, a revista tem como objetivo promover uma escrita que respeite a diversidade e a integridade das pessoas. Abaixo estão algumas conceituações e reflexões de interesse:

 

Linguagem não sexista: Envolve nomear homens e mulheres com o objetivo de tornar visíveis situações de desigualdade de gênero, analisá-las e intervir para modificá-las. Dessa forma, destaca-se a presença das mulheres em atividades das quais tradicionalmente são excluídas, garantindo sua visibilidade. Por exemplo, quando falamos em “pesquisadores e pesquisadoras” reafirmamos que as mulheres são protagonistas do sistema científico-acadêmico. Além disso, essa visibilidade abre a oportunidade de falar sobre a representação e a situação das mulheres em diversos espaços. Torna-se, portanto, uma reivindicação de direitos em todas as expressões. Ao decidir como usá-lo, não podemos esquecer que o uso de uma linguagem não sexista baseada na divisão pressupõe uma lógica binária na qual apenas a possibilidade de nomear duas identidades de gênero (masculino-feminino) está sendo considerada. Embora não seja o formato ideal para ser usado em textos onde queremos visibilizar a diversidade (pessoas não binárias, pessoas de gênero fluido, etc.), seu uso é apropriado em espaços onde a representação feminina é especialmente enfatizada.

 

Linguagem inclusiva de gênero: Possui uma conotação mais ampla, pois não se limita à representação de homens e mulheres, mas opta por termos mais neutros como “povo”, “cidadania”, “comunidade científica”, etc. Além disso, prevê o uso do asterisco, do e ou do x em casos como: “xs esperamos”, deixando em aberto a possibilidade de inclusão de outras identidades. Sugere-se definir se será utilizada linguagem não sexista ou linguagem inclusiva —ou suas combinações— dependendo do objetivo, do público-alvo, de quem queremos visibilizar ou de quais possíveis diferenças queremos eliminar. Assim, se queremos dar visibilidade às mulheres e possibilitar que elas acessem um espaço que tradicionalmente não conseguiam acessar, não é aconselhável fazê-lo com um discurso que fale de “pessoas” de forma neutra, mas sim reforçar a presença das mulheres nesses espaços.

 

Identidade de gênero: Muitas pessoas descrevem a identidade de gênero como o sentimento, o reconhecimento e a experiência de ser um menino, um homem adulto, uma menina, uma mulher adulta, um gênero não binário, etc.; circunstância que pode ou não corresponder ao sexo atribuído no nascimento. A classificação atribuída ao nascimento é baseada unicamente nas características sexuais vistas como determinantes (sistema reprodutor, cromossomos, hormônios, etc.). Por sua vez, a identidade de gênero é distinta da orientação sexual; portanto, os dois aspectos não devem ser combinados de forma acrítica.

 

Orientação sexual: Refere-se à disposição de sentir atrações sexuais, emocionais ou românticas por homens, mulheres, pessoas não binárias, etc. Também abrange o senso de identidade pessoal e social com base nessas atrações, nos comportamentos que as expressam e na filiação a uma comunidade que as compartilha (Brief for American Psychological Association et al., como peticionários de apoio aos Amici Curiae, Obergefell v. Hodges, 2015, p. 7).

Extraído de Manual de comunicación no sexista del Ministerio de Ciencia, Tecnología e

Innovación, República Argentina. https://www.apa.org/about/apa/equity-diversity-inclusion/language-guidelines

 

  1. Critérios de plágio

 

As seguintes situações constituem plágio:

 

Plágio direto: A autoria é omitida e o que foi tirado não é indicado entre aspas.

Alterações mínimas são feitas no texto de outra pessoa e ele é apresentado como original.

 

Plágio complexo usando uma referência: Há uma referência à autoria original, mas as páginas de origem são indicadas incorretamente. Paráfrase em que textos longos são resumidos, mas com pouca ou nenhuma indicação de que correspondem a paráfrases. Ausência de aspas em palavras e frases do texto original reproduzidas na íntegra.

 

Plágio com aspas soltas: É cometido quando uma citação textual continua sendo reproduzida depois que as aspas são fechadas ou quando é omitido que as frases anteriores correspondem à mesma citação.

 

Paráfrase como plágio: O texto é parafraseado sem anotar a referência à fonte original. A paráfrase é contínua e extensa, não sendo acrescentado nenhum material que permita interação ou enriqueça a informação, ainda que seja mencionada a fonte.

Os trabalhos acadêmicos —que exigem pensamento original e reflexão crítica sobre as opiniões de outras pessoas— tornam-se textos que não sobrevivem à repetição. As passagens parafraseadas não são claramente identificadas.

 

A paráfrase não é considerada plágio quando: Não domina o trabalho do escritor. Ele é usado para permitir que a pessoa que escreve o texto interaja criticamente com as opiniões de outra pessoa. O argumento do texto original é reescrito em palavras diferentes.

 

“Autoplágio” ou fraude de reciclagem: A aparência de uma obra é alterada e ela é apresentada como se fosse outra. A indicação de que o trabalho está sendo reciclado é omitida.

 

(Marta Eugenia Rojas Porras, Plágio em textos acadêmicos, Revista Electrónica Educare, Vol. 16, N° 2, [55-66], ISSN: 1409-42-58, maio-agosto, 2012, consultado em Normas Editoriales de Quinto Sol, Universidade Nacional de La Pampa)

 

Se for detectado plágio, as evidências serão enviadas ao/à autor/a e uma resposta será solicitada. Caso a resposta não seja satisfatória, o manuscrito não será submetido para avaliação externa.